Tem gosto de casa de vó, lembra infância, papo gostoso em tarde preguiçosa. O cheiro do café passado no coador traz tudo isso à memória, um recorte doméstico e afetuoso. Embora as tecnologias avancem e facilitem quase tudo na vida – até a extração de café –, o método antiguinho de infusionar o café e filtrá-lo em coador de pano ou filtro de papel saiu das casas e ganhou a mesa de restaurantes bacanas. Uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), de 2015, aponta que a maioria dos brasileiros opta pelo coador de pano ou pelo filtro de papel, em todas as horas do dia. Em mercados, digamos, mais gourmetizados, essa técnica ganha fãs. “A cada dia cresce o número de clientes que pede o café coado”, diz Denis Lizardo, barista do Octavio Café, em São Paulo, casa que trabalha com grãos de excelência e 12 tipos de extração. O crescimento do mercado de cafés especiais e das casas especializadas em servi-lo e vendê-lo tem educado um público que já sacou essa sutileza e quer tirar o máximo de doçura e aromas inebriantes do seu pó. Não podemos esquecer que o grão do café vem de uma fruta e, portanto, tem o açúcar frutose, o que dispensa o uso do açúcar refinado na hora de servir (se ele está amargo demais, algo deu errado na torra; café bom não precisa ser corrigido com açúcar). Aprenda a escolher dos grãos aos utensílios e extraia toda a alma de um café de qualidade. Segue o passo a passo:

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Matéria extraída deste link! 

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